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Nova regra da CBV proíbe participação de mulheres trans na Superliga Feminina

by Yancey Cerqueira
16 de agosto de 2026
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Nova regra da CBV proíbe participação de mulheres trans na Superliga Feminina

Foto: Osasco / @carol__fotografia

Oposta segue liberada para atuar pelo Osasco no Campeonato Paulista

O Osasco São Cristóvão Saúde se manifestou depois de a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) anunciar, na sexta-feira, 14/8, uma nova política de elegibilidade segundo a qual somente atletas do sexo biológico feminino podem disputar as competições femininas da entidade. A decisão segue o COI e FIVB. A oposta Tifanny, primeira atleta trans a disputar a Superliga, em dezembro de 2017, representa o clube paulista desde 2021 e conquistou com a equipe o título da temporada 2024/2025.

Em nota, o Osasco afirmou ter sido “surpreendido” pela decisão da CBV. Segundo o clube, a medida foi tomada “sem qualquer participação ou opinião prévia do clube”. O caso foi encaminhado ao departamento jurídico, que “está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos“. O Osasco também declarou “integral apoio a Tifanny“.

Quem também se pronunciou foi a FPV (Federação Paulista de Volleyball). A entidade informou que, como o Campeonato Paulista teve início antes da publicação da nova política, “eventuais medidas” serão tomadas “para as próximas competições […] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde“.

Assim, Tifanny segue liberada para disputar o Campeonato Paulista. Neste sábado (15), a equipe do Osasco estreia na competição contra o Pinheiros, às 21h30 (horário de Brasília), no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).

Nova política

Segundo a CBV, o novo critério de elegibilidade busca estar em conformidade com regras do COI (Comitê Olímpico Internacional) e da FIVB (Federação Internacional de Voleibol). As atletas deverão cumprir os critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

A norma anterior previa que mulheres trans poderiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação entra em vigor nas próximas edições da Superliga, nas duas principais divisões, e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia (da censura e dos 213 mi de tiraninhos), do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu uma liminar que permitiu a participação de Tifanny na Copa Brasil, em Londrina (PR), atendendo a pedido da própria CBV. Antes da decisão, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou, em regime de urgência, um requerimento relacionado à participação de atletas trans em eventos esportivos no município.

Fonte: Agência Brasil

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