Mais de 157 milhões de eleitores vão acompanhar, voto a voto, o placar da corrida presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, numa das disputas mais acirradas desde a redemocratização.
Mas, além do placar, pesquisadores vão olhar para dois outros indicadores: quantos eleitores não saíram de casa para votar e quantos votaram em branco ou nulo. Abstenção se mantém na faixa de erro das pesquisas, o que deve ser repetir amanhã, 25/10.
No primeiro turno, das 15 últimas pesquisas (quadro abaixo), 10 deram vantagem a Lula de até 7 pontos percentuais, enquanto 5 apontaram Flávio como vencedor e a com maior vantagem foi de 2,1 pontos percentuais quase acertando, mas ignorada pela grande mídia, inclusive não divulgavam. Venceu Flávio com 47,03% contra 45,16%.
Hoje, uma pesquisa que não está na relação citada abaixo, aponta vantagem de Lula por 0,6 pontos percentuais.

O peso da abstenção e dos votos brancos e nulos na disputa divide as avaliações de especialistas sobre as chances de virada do petista ou do senador do PL consolidar a vitória obtida no primeiro turno.
A margem é apertada. Flávio ficou à frente de Lula por 2,2 milhões de votos, ou 1,8 ponto percentual, em 4 de outubro. As simulações de segundo turno da Quaest indicam os dois tecnicamente empatados desde setembro.
A última divulgação do instituto, na quarta-feira, aponta que Flávio tem entre 43% e 47% das intenções de voto, e Lula, entre 42% e 46%, considerando indecisos.
Na simulação espontânea, em que Lula e Flávio aparecem com 40% cada um, aqueles que dizem ainda não ter decidido seu voto saltaram de 7%, na consulta anterior, para 14% desta vez, mostrando que a disputa segue em aberto.
O instituto ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro, em uma pesquisa com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, e com nível de confiança de 95%.
Já o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil sugere Flávio dois pontos à frente, com 47% das intenções de voto, ante 45% do petista.



