Grupo usava contêineres com cargas lícitas para esconder a droga e contava com apoio de funcionários portuários
A PF (Polícia Federal) realizou, nesta quinta-feira, 16/7, a Operação Meridian para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico internacional de drogas por meio do Porto de Salvador. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão em Salvador e na Região Metropolitana.
Entre os presos estão quatro funcionários do Porto de Salvador, apontados pelas investigações como integrantes da estrutura responsável por facilitar o envio de cocaína ao exterior. A ação contou com o apoio da PM (Polícia Militar da Bahia), por meio do CPRC (Comando de Policiamento Regional da Capital) da BTS (Baía de Todos os Santos), da CIPE (Companhia Independente de Policiamento Especializado) Polo Industrial e do Esquadrão Fênix.
De acordo com a PF, o grupo utilizava contêineres destinados à exportação de cargas legais para ocultar a droga antes do embarque. As investigações apontam que o esquema contava com a participação de funcionários do porto e também de motoristas de caminhão, que teriam sido cooptados para viabilizar a logística do transporte da cocaína.
A apuração teve início após um trabalho de troca de informações entre a Polícia Federal e a Receita Federal. O inquérito foi instaurado em 2026 depois que a Alfândega da Receita Federal foi comunicada sobre a apreensão de 742 quilos de cocaína no Porto de Londres, no Reino Unido. A carga teria saído do Porto de Salvador escondida em um contêiner com mercadorias lícitas.
Segundo a PF, a Operação Meridian busca interromper a atuação da organização criminosa, identificar todos os envolvidos na cadeia logística utilizada para o tráfico internacional, além de promover a descapitalização financeira do grupo e responsabilizar criminalmente os participantes pelo envio da droga ao exterior.
As investigações continuam para identificar outros suspeitos e verificar a existência de ramificações da organização em outros estados e também fora do Brasil.
Fonte: Correio da Bahia



