Analistas apontam “trade eleitoral’ em movimento do mercado financeiro no mesmo dia em que três novas pesquisas apontam manutenção de cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do segundo turno
Em mais um dia de desvalorização ante o real, o dólar registrou queda de 0,58% nesta terça-feira, 20/10, e encerrou o dia cotado a R$ 5,01, a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais. O cenário de proximidade do pleito, inclusive, ditou o ritmo do mercado financeiro ao longo do dia, com a ausência de indicadores macroeconômicos importantes, segundo analistas consultados pelo Correio.
Assim como o câmbio, o principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), o Ibovespa, voltou a ter um dia de valorização após uma sequência negativa e subiu 1,57%, aos 208.295 pontos. O desempenho foi favorecido pelas ações da própria B3 (B3SA3), que ficaram entre as mais rentáveis do dia, com mais 5,38%, além das instituições financeiras, que fecharam todas no azul ao final do pregão.
O analista Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa, considera que ainda há um ambiente marcado por elevada sensibilidade ao cenário eleitoral, já que três novas pesquisas foram divulgadas entre a noite de segunda-feira, 19, e a manhã do dia seguinte.
Pesquisas
A sondagem da RealTime Big Data, divulgada pela manhã, mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, ante 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição. Além disso, outros dois levantamentos publicados na noite anterior apontam para um cenário semelhante: a PoderData indica a mesma diferença entre os dois postulantes (52% x 48%), enquanto a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg destaca Flávio com 51,1%, ante 48,9% de Lula.
A maioria dos investidores e do mercado financeiro parece ter aderido em peso ao plano econômico do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que aposta em agendas de redução da máquina pública e revisão de impostos, inclusive da reforma tributária aprovada no Congresso Nacional.
Fonte: Correio Braziliense



