Grupo pagava propina para obter facilidades na importação de insumos
Um servidor público estadual e outras duas pessoas foram presas preventivamente na manhã desta quinta-feira , 21/5, durante a “Operação Khalas”, por envolvimento em um esquema de sonegação fiscal estimado em R$ 400 milhões no setor de combustíveis.
As investigações identificaram que o grupo criminoso utilizava o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades ilegais, como a prática de sonegação fiscal. O esquema visava ocultar a importação de insumos, como nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de mistura clandestinas, conhecidas como “batedeiras”.
Além das prisões, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Dois servidores públicos municipais de Candeias também foram afastados das funções.
A “Operação Khalas” é coordenada pelo MP (Ministério Público da Bahia), por meio do Gaesf (Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal), em conjunto com a Infip (Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa ) da Sefaz e a Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado de Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco).
A ação é um desdobramento das investigações da “Operação Primus”, deflagrada em 16 de outubro de 2025, e tem como objetivo desarticular o núcleo operacional e financeiro da organização criminosa.
Participaram da operação oito promotores de Justiça, 26 delegados, 90 policiais civis, dois servidores do Fisco Estadual, 8 servidores do MP/BA e dez policiais da Cipfaz (Companhia Independente de Polícia Fazendária).
A força-tarefa de combate à sonegação fiscal é composta pelo Gaesf do MP/BA, pela Infip (Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa) da Sefaz e pelo Neccot/Draco da Polícia Civil da Bahia.
Fonte: Ascom PM/BA



