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Tarifa de 67% imposta pela China paralisa vendas de carne bovina do Brasil

by Yancey Cerqueira
21 de julho de 2026
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Consumo de carne bovina cai; este ano deve crescer menos de 2%

Foto: Wenderson Araújo / CNA

Com cota anual esgotada, sobretaxa torna embarques inviáveis. O setor pressiona por negociações para driblar impacto e buscar novos destinos de exportação

O governo chinês estabeleceu cota anual de 1,106 milhão de toneladas para o Brasil. Os embarques acima desse volume passaram a sofrer tributação adicional. Pelas regras definidas por Pequim, as salvaguardas permanecerão por três anos.

A carne bovina brasileira enfrenta um novo obstáculo no principal mercado internacional. A China passou a cobrar tarifa total de 67% sobre embarques acima da cota anual.

O Brasil esgotou integralmente esse limite no início deste mês. Com isso, as exportações excedentes passaram a pagar uma sobretaxa de 55%. Além disso, permanece a tarifa de importação de 12% já aplicada pelo governo chinês.

Segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (), o novo cenário inviabiliza economicamente os embarques). O presidente da entidade, Roberto Perosa, afirmou que não existem negociações entre Brasil e China. Ele fez a declaração durante cerimônia na unidade industrial da Biogénesis Bagó, em Garín, na Argentina.

Segundo Perosa, o governo chinês não sinalizou mudanças nas medidas adotadas. “As notícias que vêm da China e do governo chinês não são de nenhum tipo de negociação.” “Sempre aguardamos as negociações entre os governos e, neste momento, não há”, afirmou.

Anúncio das salvaguardas

A China anunciou as salvaguardas em dezembro de 2025. A decisão ocorreu após investigação sobre o aumento das importações de carne bovina. O governo chinês estabeleceu cota anual de 1,106 milhão de toneladas para o Brasil.

Os embarques acima desse volume passaram a sofrer tributação adicional. Pelas regras definidas por Pequim, as salvaguardas permanecerão por três anos. Mesmo assim, o governo poderá revisar as medidas durante esse período.

Até a mudança, a China liderava as compras de carne bovina brasileira. O país respondia por mais da metade das exportações do setor. Agora, as indústrias deverão ampliar as vendas para outros mercados. Além disso, buscarão fortalecer negócios com países que já importam carne bovina brasileira.

A Abiec afirma que qualquer mudança dependerá de negociações entre os governos. Enquanto isso, as empresas seguirão operando sob as novas regras chinesas.

Impacto no mercado brasileiro

A entidade também prevê reflexos no mercado brasileiro. A redução das exportações pode elevar a oferta de carne bovina no país. Inicialmente, esse movimento tende a pressionar os preços da arroba do boi gordo.

Além disso, os preços da carne no atacado também podem recuar. No entanto, a Abiec acredita que esse efeito poderá ser temporário. A expectativa é redirecionar parte da produção para novos mercados e reduzir os impactos das restrições chinesas.

Fonte: Portal Agro em Campo

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