Brasil aposta em diversificar mercados para contornar restrições; EUA importam 14% do que o Brasil produz. O Brasil importa apena 1% dos norte-americanos
Começou a vigorar nesta quarta-feira, 22/7, a tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. Medida atinge cerca de 20% das exportações do Brasil para os Estados Unidos.
Em 12 meses, Lula apenas fez bravatas de que não negociaria com os EUA, enquanto 85% do PIB mundial conversou e Canadá, Inglaterra e União Europeia já se acertaram.
A estimativa do valor total das exportações afetadas varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo cálculos da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos) e da Armcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).
Até o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, condenou a postura do Brasil por falta de diplomacia.
Entre os 2,3 mil produtos afetados, a maioria integra os setores de eletroeletrônicos; máquinas e equipamentos; autopeças e calçados. Praticamente, 700 produtos estão isentos da tarifa, número superior aos 615 previstos durante as negociações.
Segundo o governo, o mercado estadunidense é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos. O país responde por cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.
Os estados de São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC) concentram 52% do impacto do tarifaço dos EUA, com o estado economicamente mais forte do país concentrando, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Santa Catarina, porém, tem situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA atingidas pela medida da Casa Branca, segundo dados da Apex-Brasil.
Políticas brasileiras
O tarifaço adotado pelo governo Trump baseou-se em um processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que alega que o Brasil detém práticas “desleais” no comércio com os norte-americanos.
Os estadunidenses elencaram seis temas para decidir sobre a taxação:
pagamentos eletrônicos (pix) e regulação de redes sociais;
desmatamento ilegal;
acesso ao mercado de etanol;
combate à corrupção;
proteção da propriedade intelectual;
acordos preferenciais com México e Índia.
O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação e argumenta que elas têm motivação política e não condizem com a realidade. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados sem contrapartida.
Fonte: Agência Brasil



