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TCU aponta suspeita de desvio de R$ 21 milhões em Consórcio do Sisal

by Yancey Cerqueira
15 de julho de 2026
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Ex-presidentes do consórcio foram condenados a devolver o valor que era destinada ao combate à seca

O TCU (Tribunal de Contas da União) apontou a possibilidade de desvio de R$ 21.051.271,19 em recursos do governo federal ao Consisal (Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território do Sisal) para um convênio de combate à seca. A suspeita foi levantada depois de auditoria identificar a falta de comprovação documental do destino da quantia, impedindo a verificação do uso correto da verba.

De acordo com o relator, ministro Walton Alencar Rodrigues, as falhas foram identificadas durante os repasses realizados entre 2014 e 2021. No relatório, obtido pelo portal A Tarde, ele também listou diversas movimentações financeiras suspeitas e reforçou que os administradores “tinham plena consciência” do dever legal de transparência que foi descumprido.

Por unanimidade, o TCU aprovou a condenação dos ex-presidentes do Consisal que comandaram o consórcio entre 2014 e 2021. Conforme a decisão, eles deverão realizar o ressarcimento dos R$ 21 milhões que foram apontados como possivelmente desviados por conta da ausência dos comprovantes de destinação. A decisão foi proferida na terça-feira da semana passada, no dia 7 de julho.

Os condenados

Os gestores citados como responsáveis no processo, todos na condição de ex-presidentes ou presidente do Consisal, são:

Dival Pinheiro, conhecido como Dival de Memel: Ex-prefeito de Lamarão e ex-presidente do consórcio, com período de gestão entre 2017 e 2018.

André Andrade: Ex-prefeito de Queimadas e ex-presidente do consórcio. Ele é citado como presidente da instituição na época das apurações.

Osni Cardoso: Ex-prefeito de Serrinha e ex-presidente do consórcio, com períodos de gestão registrados entre 2013 e 2016. Atualmente é deputado estadual filiado.

Todos foram condenados pelo Tribunal de Contas da União devido à omissão no dever de prestar contas e à não comprovação da boa e regular aplicação dos recursos federais do Convênio. Além das pessoas físicas, o próprio Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território do Sisal também também foi condenado no processo.

Multas

As multas entre o presidente e o Consisal foi dividido da seguinte forma para atingir os R$ 21 milhões:

Consisal – R$ 7,95 milhões;

André Andrade – R$ 550 mil;

Dival de Memel – R$ 2 milhões;

Osni Cardoso – R$ 5,4 milhões.

Movimentações suspeitas

A suspeita sobre os R$ 21 milhões recai sobre uma vasta lista de débitos realizados na conta do convênio para o combate da seca. O relatório mais de 400 lançamentos de débito entre abril de 2015 e junho de 2021. Alguns de valores muito elevados ocorreram em datas específicas, como:

R$ 4.168.435,59 em 04/02/2016.

R$ 1.376.903,43 em 22/02/2017.

R$ 1.350.065,02 em 08/02/2018.

R$ 981.507,14 em 10/06/2015.

R$ 917.935,62 em 19/11/2015.

Fonte: A Tarde

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