Oferta insuficiente frente à demanda pressiona os valores; e não poder pagar?
O aumento dos aluguéis residenciais tem pressionado o orçamento das famílias brasileiras. Com preços subindo mais de 5,2% no primeiro semestre, superando a inflação oficial de 3,36% (que deveria ser de 1,5%), muitos inquilinos ajustam as finanças para manter as contas em dia.
Meire é um exemplo dessa realidade. Moradora há uma década na mesma casa com seus filhos e sua cadela Mora, ela precisou buscar trabalhos extras para arcar com o novo valor do aluguel que passou de R$ 1.700 para R$ 1.900 mensais — um aumento próximo a 12%.
A situação se repete em várias cidades do país. O preço médio das locações chegou a quase R$ 54 por metro quadrado. Em Barueri (SP), os valores são os mais altos; Salvador, São Paulo e Recife também registram preços elevados. Por outro lado, Pelotas (RS) apresenta o menor custo médio.
Entre as capitais brasileiras com aluguéis mais acessíveis estão Campo Grande e Teresina. Essa disparidade nos preços reflete não apenas variações regionais, mas também uma oferta insuficiente frente à demanda crescente por imóveis alugados no país.
Fonte: R7



