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Wagner e Rui favoreceram Vorcaro, aponta reportagem

by Yancey Cerqueira
13 de agosto de 2026
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Wagner e Rui favoreceram Vorcaro, aponta reportagem

Foto: Reproduão

É o que aponta reportagem publicada pelo Poder360 sobre a trajetória do Credcesta, produto financeiro voltado aos servidores estaduais

Decisões adotadas durante as gestões de Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT, no governo da Bahia contribuíram para a expansão de um negócio que posteriormente passou a envolver o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. É o que aponta reportagem publicada pelo Poder360 sobre a trajetória do Credcesta, produto financeiro voltado aos servidores estaduais.

A publicação detalha a relação do empresário baiano Augusto Lima, conhecido como Guga Lima, com integrantes dos governos petistas e as mudanças que permitiram ampliar a atuação do Credcesta. Lima se tornaria sócio de Vorcaro no fim de 2018.

O empresário também é citado em relatório da Polícia Federal no âmbito de uma investigação sobre possível tráfico de influência envolvendo o senador Jaques Wagner.

O Credcesta surgiu a partir de um sistema da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela antiga rede de supermercados Cesta do Povo. Inicialmente, servidores estaduais podiam realizar compras e ter os valores descontados diretamente dos salários. Posteriormente, o modelo passou a funcionar como um cartão para concessão de crédito consignado, com potencial para alcançar cerca de 280 mil funcionários públicos.

A Ebal passou por duas tentativas de venda até ser privatizada em 2018, durante o governo Rui Costa. Na terceira investida, a operação foi concluída por R$ 15 milhões. Dois empresários, um espanhol e outro baiano, participaram inicialmente do negócio, que posteriormente passou a ser controlado por Augusto (Guga) Lima.

Segundo o Poder360, mudanças realizadas pelo governo estadual logo após a privatização favoreceram a exploração do produto pela iniciativa privada. Apenas 16 dias depois da transferência do Credcesta, dois decretos alteraram regras relacionadas ao funcionamento do serviço.

As medidas foram articuladas no período em que Wagner comandava a SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico) e formalizadas por decretos assinados por Rui Costa, então governador.

De acordo com a reportagem, as alterações ajudaram a ampliar o potencial comercial do Credcesta e impulsionaram os negócios de Guga Lima. Ainda em 2018, o empresário se associou a Daniel Vorcaro.

A partir da parceria, o modelo foi expandido para 24 estados e 176 municípios. A publicação relaciona o crescimento da operação à trajetória empresarial que posteriormente culminaria no Banco Master, atualmente no centro de investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Fonte: Poder 360

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